sábado, 27 de setembro de 2008

Músique pour le coeur et l'esprit

Une chanson merveilleuse. Je ne sais pas encore comme on fait pour faire le upload - mais je vais découvrir et la partager avec vous... c'est une chanson qui touche le coeur....son auteur Ayub Ogada - Obiero.

2 comentários:

Anne Caroline Gander disse...

É preciso que no mundo as pessoas comecem a se manifestar diante de fatos, cenas, situações com as quais não concordam.
Nos últimos 3 dias tenho construido discursos que repito sozinha. Intervenções que deveria ter feito diante de situações que não eram justas. E não só no meu ponto de vista. Se consideramos que o ser humano é um ser sensível capaz de refletir sobre o que suas ações e palavras causam em um outro ser igualmente sensivel (e todos nós somos) não era justo.Era cruel... Repito as frases que deveria ter dito sozinha e repetidamente por que não o fiz na hora que deveria. Calei. Vi , entendi e calei.E ainda não me perdoei por isso...por isso falo só, o que não vai adiantar em nada. É por isso que quero compartilhar e chamar a atenção pra esse tipo de postura que pode ser julgada neutra mas não é. Se você cala está explicitamente colaborando com o que viu, achou errado e diante do que não se levantou pra se manistar.
Essa música que a Elisabeth menciona me remete agora à isso.Injustiças que a gente assiste calado magoando a si, magoando ao outro.Sendo igualmente crueis e injustos.
Ontem crianças brincavam no parquinho, todas de pele branca. Chegou uma menina e o irmãozinho de pele preta. Comecei a prestar atenção quando ouvi uma menina dizendo "ela não brinca, quem quer que ela brinque?" , o irmãozinho levantou a mão bem alta, o único...Por que eu não levantei a mão alta também?..Por que elas não podiam usar também o parque´, um "parque público"? Continuei assistindo. "E quem quer que ela não brinque?". Todas as outras crianças foram se observando e levantando a mão mecanicamente. " Pronto, vocês não vão brincar. Vamos, cai fora vocês dois, rápido! Anda corre!". E assim foi eles se retiraram, tristes, excluidos, eliminados por uma maioria que opinou sem pensar, sem sentir. Não disse nada e isso me entristesseu. Por que colaboramos com a crueldade, a ignorância de forma tão natural? Por que assistimos a tudo como se não nos dissesse respeito?..
Acredito que não existe o que não nos diga respeito.

Anne Caroline disse...

É preciso que as pessoas comecem a se manifestar frente a fatos, discursos,situações com as quais não concordam.
Me parece que a postura mais comum na sociedade onde vivemos é a indiferença, o silêncio como quem diz " isso não me diz respeito, não é comigo". E diz respeito!
O calar não é nada mais do que a colaboração com aquilo que assiste sem se levantar pra dizer "não! Não tá certo!".
Tem 3 dias que falo sozinha. Repito discursos que gostaria de ter dito frente a coisas que não eram justas. E não só do meu ponto de vista. Se consideramos o ser humano um ser sensível capaz de refletir e compreender o que suas ações e palavras causam em outras pessoas, igualmente sensíveis (e todos nós somos) não era justo.
E eu tava lá. Vi, compreendi e calei. Por isso falo sozinha agora o que não adianta muito. Simplismente ainda não me perdoei. Vi o outro se entristecendo. Me entristeci por que não me levantei pra dizer "não, tá errado!".
Essa música que a Elisabeth menciona me remete agora à enorme quantidade de injustiças que assistimos, caladinhos, fustigando o outro e a nós mesmos.